A história dessas canções

Novidades no Vou Te contar: a partir de hoje, uma sexta-feira por mês traremos a coluna “A História dessas Canções”, onde contaremos detalhes de como feita a composição de sucessos nacionais e internacionais. Para começar, vou te contar a história de três músicas da maior banda de rock de todos os tempos: The Beatles.

Formada por Paul, John, Ringo e George, os rapazes de Liverpool protagonizaram o maior fenômeno já visto na música pop. Uma fama tão imensa e surreal que até hoje em dia rende novas histórias da época, sempre gerando grande interesse, e sua música ainda é referência para várias gerações.

Hey Jude:

O single de maior sucesso da banda, que ainda é cantado com paixão por qualquer plateia do mundo, foi escrita por Paul Mccartney a partir de uma história um tanto triste. Era um momento em que John passava a se relacionar com Yoko e apressou seu divórcio com Cynthia, com quem nunca teve uma relação nítida de grande amor. O casal tinha um filho, chamado Julian, que recebia pouquíssima atenção de John, o pai. Paul, por sua vez, sempre se mostrou muito preocupado com Cynthia e Julian, principalmente naquela fase de divórcio. Numa tarde qualquer, Paul foi até a casa dos dois e tocou no piano uma canção que fez na hora, cantarolando frases para alegrar o menino, começando os versos com Hey Julian. Os primeiros versos surgiram ali, com a ideia que foi mantida de levantar o astral de quem está num momento escuro.

A única participação de John na música foi o pedido para Paul não tirar o verso “the movement you need is on your shoulder”.

Anos depois, Julian disse que Paul foi muito mais presente em sua vida que o pai, e que é mais fácil encontrar fotos dois dois do que dele com John.

A Day in Life:

Talvez uma das canções mais ambiciosas dos Beatles e chocantes estruturalmente. A música inicia-se com uma balada, meio psicodélica na voz de John, e na segunda parte, muda completamente a batida, o estilo, o astral. A explicação para isso é que foram unidas duas músicas não terminadas – uma de John, outra de Paul – sem mudar as intenções iniciais de cada. Paul chegou a participar com alguns versos da parte de John, que foi feita sobre sua interminável leitura de jornal, enquanto sua parte, a mais animada, fala sobre o dia a dia de acordar, ir a escola, etc. Numa outra fase, I’ve got a Feeling foi mais uma canção feita a partir da junção de duas músicas não terminadas da dupla.

Let It Be:

Também nome do álbum, que parecia ser o último antes do fim da banda – mas não foi, acabaram gravando Abbey Road, o qual George sempre costumou dizer ser seu favorito – Let it Be é uma balada feita ao piano por Paul num momento em que ele disse estar no mais profundo abismo. Sua banda se desintegrava à sua frente, e os versos mostram uma tentativa de usar a tristeza para fazer música, uma das mais marcantes baladas já feita. Em 2012, no seu álbum solo NEW, Paul chegou a escrever na música Early Days os versos “So many times I had to change the pain to laughter Just to keep from getting crazy”, numa alusão aos anos de altos e baixos que marcaram o sonho chamado Beatles.

Paul dizia que o quarteto andava depressivo desde a morte de Epstein, empresário da banda, e que essa situação estava custando a vida da banda. Para ele,os integrantes já não aguentavam mais estar unidos, e havia uma escolha a ser feita, ser positivo e otimista para superar a fase difícil ou desistir de vez. Let it Be é uma mensagem de otimismo para todos aqueles que se encontram sem forças diante da escuridão.

Essa coluna é fruto de uma parceria e foi escrito pelo super compositor Conrado Muylaert.

Sobre qual banda vocês querem saber no próximo episódio? Até a próxima!

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