Do drama ao caos: lançamentos que merecem sua atenção
- Amanda Büttenbender

- há 1 dia
- 2 min de leitura
Entre glamour setentista, indie parisiense e pop-punk moderno, três faixas independentes que provam que atitude ainda é o melhor gênero.
Tem dias em que tudo o que a gente precisa é de três músicas diferentes entre si, mas igualmente cheias de personalidade. Uma com aura dramática e poderosa, outra com sofisticação indie europeia e a última com energia punk pra cantar alto no quarto.
Hoje a seleção vem exatamente assim. Depois me conta qual foi a sua predileta, tá? Põe no instagram e me marca: @vtcontar
⚡️Vamos lá curtir esses novos sons:
1) The Tower - Bella Moulden

A primeira indicação é Bella Moulden. O que mais me impressionou foi a presença forte em seus vocais e um estilo cheio de personalidade. Bella é daquelas artistas completas que fazem questão de construir o próprio universo. Escreve, produz, mistura referências e entrega uma sonoridade que funde rock, pop e blues de forma crua, quase elétrica. Não é polido demais, não é plastificado. E ainda bem.
Sua estética, que mistura o glamour dos anos 70 com toques renascentistas, reflete uma liberdade criativa rara. É teatral, mas nunca exagerado. Dramático, mas autêntico.
"“The Tower” soa como afirmação. Como quem diz: “eu sei quem eu sou”. E honestamente? A voz dela, ao mesmo tempo assombrosa e nova, veio para ficar.
OUÇA JÁ:
2) It's Been Too Long - Grand Prix
Se você gosta daquela sensação de banda que sabe exatamente o que está fazendo, o Grand Prix entrega. Os parisienses trazem em “It’s Been Too Long” um som afiado, inquieto e muito bem resolvido.

Eles são comparados à energia do The Clash e à ousadia sonora do Talking Heads , e não é exagero. A mistura de guitarras cortantes, sintetizadores elegantes e até saxofone cria uma atmosfera que soa retrô e moderna ao mesmo tempo. Difícil explicar, fácil sentir.
É rock com atitude, mas também com sofisticação. Não é só energia bruta, tem construção, tem textura, tem intenção. E sim, virou um dos meus favoritos da lista.
Assista ao clipe:
3) You're Really Gonna Hate Me - Rahib Islam
Pra fechar, vamos de energia lá no alto.
Rahib Islam entrega em “You’re Really Gonna Hate Me” aquele pop-punk moderno que mistura agressividade com refrão grudento. É alt-pop com dentes à mostra. Guitarras precisas, bateria marcando território e um vocal que parece conversar diretamente com quem está ouvindo.
O que eu mais gosto aqui é a autoconsciência da letra que tem ironia, tem intensidade e tem aquela vibe meio “vou falar mesmo”. É música feita pra bater forte, mas sem perder o gancho melódico que faz você querer cantar junto no segundo refrão. Perfeita pra quando você quer sentir alguma coisa, mesmo que seja um caos organizado.
Assista ao clipe:
Fechando o play
Bella traz o drama e a força.
Grand Prix entrega atitude e elegância.
Rahib Islam chega com o impacto.
Três propostas diferentes, três personalidades muito claras, e isso é o que mais me anima na música independente hoje: ninguém tentando soar igual.
Agora me conta: qual dessas ficou ecoando aí na sua cabeça?.




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